Benfica pune sócios por ataques racistas a Vini Jr.

Racismo na Champions: Benfica afasta sócios após caso com Vini Jr.
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Prestianni, jogador argentino do Benfica, cobrindo a boca com a camisa ao discutir com o jogador do Real madrid Vini Jr. (Foto: Youtube @TNTSportsBR)

O futebol europeu voltou a encarar um episódio delicado envolvendo racismo em plena fase decisiva da UEFA Champions League. Durante a partida realizada no Estádio da Luz, em Lisboa, o que deveria ser apenas mais um confronto de alto nível acabou se transformando em um caso de repercussão internacional. As denúncias de ofensas racistas contra Vinícius Júnior reacenderam um debate urgente sobre preconceito, responsabilidade institucional e punições no futebol europeu.

O Benfica anunciou a suspensão de cinco sócios-torcedores por comportamentos considerados inadequados e de natureza racista. Em comunicado oficial, o clube deixou claro que tais atitudes são incompatíveis com seus valores históricos. A decisão foi imediata e preventiva, indicando que os envolvidos passarão por uma investigação disciplinar interna. Caso as acusações sejam confirmadas, eles poderão sofrer expulsão definitiva do quadro de sócios e proibição permanente de frequentar o estádio.

O episódio começou após Vinícius Júnior marcar um gol e comemorar com sua tradicional dança próxima à bandeirinha de escanteio. A celebração, que se tornou símbolo de sua identidade e confiança dentro de campo, foi direcionada ao setor onde estavam torcedores da equipe portuguesa. A reação nas arquibancadas teria sido hostil, criando um clima de tensão que rapidamente se espalhou pelo gramado.

Pouco depois da comemoração, jogadores do Benfica se aproximaram do brasileiro para questionar sua atitude. O árbitro advertiu Vinícius com cartão amarelo, o que já gerou debate entre torcedores e analistas. A discussão sobre o limite das comemorações no futebol voltou à tona, especialmente quando envolvem jogadores negros que expressam alegria de forma mais expansiva.

O caso, porém, ganhou contornos ainda mais graves quando o atacante afirmou ter sido alvo de ofensas racistas. Segundo o relato, ele teria sido chamado de “macaco” por Gianluca Prestianni, jovem jogador do Benfica. A acusação trouxe o foco não apenas para as arquibancadas, mas também para dentro das quatro linhas, ampliando a dimensão do episódio.

A UEFA abriu investigação oficial para apurar os fatos. Prestianni foi suspenso preventivamente enquanto o processo disciplinar está em andamento. Se comprovada a prática de racismo, o regulamento prevê punição mínima de dez partidas, podendo ser ampliada dependendo da gravidade do caso. A entidade europeia tem reforçado, nos últimos anos, campanhas de tolerância zero contra discriminação, mas a repetição de episódios como esse expõe a dificuldade de erradicar o problema.

Vinícius Júnior, aliás, já enfrentou diversas situações semelhantes ao longo de sua trajetória na Europa. O atacante se tornou uma das principais vozes contra o racismo no futebol, cobrando posicionamentos firmes de clubes, federações e autoridades. Cada novo episódio reforça a percepção de que a questão vai além de casos isolados, apontando para um desafio estrutural que ainda precisa ser enfrentado com mais rigor.

A postura do Benfica foi vista como um passo importante. Suspender torcedores antes da conclusão final da investigação sinaliza comprometimento com a apuração e preservação dos valores institucionais. No entanto, especialistas lembram que medidas punitivas precisam ser acompanhadas de ações educativas, campanhas permanentes e políticas claras de prevenção.

Prestianni, jogador argentino do Benfica, cobrindo a boca com a camisa ao discutir com o jogador do Real madrid Vini Jr. (Foto: Youtube @TNTSportsBR)

Outro ponto que ganhou destaque foi o debate cultural. A dança de Vinícius Júnior representa expressão, alegria e afirmação identitária. Para muitos torcedores brasileiros, criticar ou hostilizar esse tipo de comemoração revela desconforto com manifestações culturais negras dentro do esporte europeu. O episódio, portanto, transcende o futebol e toca em questões sociais mais profundas.

Enquanto a investigação segue, o caso permanece sob atenção internacional. A decisão final da UEFA poderá estabelecer um precedente importante, tanto em relação a jogadores quanto a torcedores envolvidos em atos discriminatórios. A pressão da opinião pública e de atletas influentes pode ser determinante para que o desfecho não seja apenas simbólico.

Mais do que um incidente isolado, o episódio reforça que a luta contra o racismo no esporte ainda está em curso. O futebol, como fenômeno global e formador de opinião, carrega a responsabilidade de agir com firmeza e coerência. A combinação entre punição exemplar, posicionamento institucional claro e mobilização coletiva é fundamental para transformar indignação em mudança concreta.

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