A morte do cachorro Orelha, vítima de um ato de violência na Praia Brava, em Florianópolis, ultrapassou os limites de um caso isolado e se transformou em um símbolo de indignação coletiva. O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, mobilizou defensores da causa animal e despertou um debate urgente sobre maus-tratos, impunidade e a responsabilidade social na proteção dos animais.
Como resposta à revolta popular, uma caminhada em memória de Orelha e em defesa da justiça animal foi convocada para o próximo domingo, dia 01, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A manifestação está marcada para as 16h, com concentração no Posto 2, e promete reunir ativistas, protetores independentes, parlamentares e cidadãos sensibilizados pelo caso.

Orelha não era apenas mais um cachorro. Sua história passou a representar a realidade de milhares de animais vítimas de violência no Brasil. O choque causado pelo caso escancarou a fragilidade da proteção efetiva, mesmo diante de leis já existentes, e reforçou a sensação de que muitos crimes contra animais ainda não recebem a devida atenção das autoridades.
A comoção nacional se intensificou justamente porque o caso tocou em um ponto sensível: a banalização da crueldade. Para muitos, Orelha se tornou um retrato doloroso de um problema estrutural que exige mais do que indignação momentânea.
A caminhada foi convocada pelo deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), integrante da chamada bancada animal no Congresso Nacional. O parlamentar esteve envolvido na sanção da Lei 14.064/20, que aumentou as penas para crimes de maus-tratos contra cães e gatos, estabelecendo reclusão e multa mais severas.
Segundo o deputado, o ato vai além de homenagear Orelha. Trata-se de um movimento coletivo para pressionar por aplicação rigorosa da lei, fortalecer políticas públicas de proteção animal e ampliar a conscientização da sociedade.
Em suas declarações, ele reforça que a manifestação é um pedido de justiça, mas também um chamado para que a população apoie projetos e iniciativas voltadas ao bem-estar animal, destacando que leis só funcionam quando são efetivamente cobradas.

O caso do cachorro Orelha evidencia como episódios de violência podem gerar mudanças quando transformados em mobilização social. A expectativa dos organizadores é que o ato em Copacabana ajude a manter o tema em pauta, evitando que o caso caia no esquecimento após o impacto inicial.
Mais do que um protesto, a caminhada representa um gesto simbólico de empatia, memória e compromisso. Para muitos participantes, estar presente é uma forma de dizer que a vida animal importa, que a crueldade não pode ser normalizada e que justiça também deve alcançar aqueles que não têm voz.
A história de Orelha, marcada pela dor, agora ecoa como um chamado coletivo por respeito, responsabilidade e mudança real.
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