A CBF escancarou os bastidores de um dos momentos mais debatidos da Supercopa do Brasil. Na noite de domingo (1/2), a entidade divulgou o áudio da comunicação do VAR que resultou na expulsão do meia Carrascal, do Flamengo, na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, no Mané Garrincha. O lance, ocorrido nos acréscimos do primeiro tempo, ganhou novos contornos com a revelação das conversas entre a cabine de vídeo e o árbitro Rafael Klein.
O episódio não havia sido percebido em campo. Enquanto a bola seguia em disputa, uma ação fora do lance principal passou despercebida pela arbitragem. Foi apenas durante o intervalo que a equipe do VAR identificou imagens que apontavam para uma possível conduta violenta do jogador colombiano contra Breno Bidon, do Corinthians. A descoberta mudou o rumo da partida antes mesmo de o segundo tempo começar.

No material divulgado, é possível ouvir o momento em que a equipe de vídeo comunica ao árbitro que encontrou evidências claras da agressão. A recomendação para revisão foi imediata. Rafael Klein, então, chama os capitães das duas equipes para explicar o procedimento, deixando claro que a intervenção estava amparada pelas regras.
“Durante o intervalo a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance que não foi visto no campo porque se trata de uma conduta violenta. Eu posso fazer isso em qualquer momento e vou fazer isso agora”, afirma o árbitro no áudio.
A fala evidencia um ponto importante: o protocolo permite que a revisão aconteça a qualquer momento antes do reinício da partida, inclusive no intervalo. Como o segundo tempo ainda não havia começado, a arbitragem estava dentro da janela regulamentar para reavaliar o lance e aplicar a sanção cabível.

Após analisar as imagens no monitor à beira do campo, Klein confirmou a agressão e optou pela expulsão direta de Carrascal. A decisão seguiu o entendimento de que o ato se enquadrava como conduta violenta, um dos quatro pilares que autorizam a intervenção do VAR: gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e casos de identidade equivocada.
A divulgação do áudio reforça a política de transparência da CBF, que tem tornado públicos diálogos considerados decisivos em lances polêmicos. Segundo a entidade, o procedimento adotado está previsto tanto no Livro de Regras 2025/26 quanto no Protocolo do VAR da Fifa, que orienta as federações sobre como conduzir situações desse tipo.
O material também revela que, além da conversa com os capitães, houve comunicação posterior com as comissões técnicas, respeitando o fluxo oficial estabelecido internacionalmente. Esse detalhe demonstra a preocupação em manter clareza e organização no processo decisório, especialmente em partidas de grande repercussão.

A expulsão acabou impactando diretamente o panorama do confronto. Com um jogador a menos, o Flamengo teve dificuldades para reagir no segundo tempo, enquanto o Corinthians administrou o resultado até o apito final. Nas redes sociais, o episódio gerou debate intenso entre torcedores, com opiniões divididas sobre o momento da revisão e a aplicação do protocolo.
Independentemente das interpretações, a divulgação do áudio trouxe à tona os bastidores da arbitragem e mostrou, passo a passo, como a decisão foi construída. Em um cenário cada vez mais atento aos detalhes tecnológicos do futebol moderno, a transparência se torna peça-chave para legitimar decisões que, muitas vezes, mudam completamente o destino de uma partida.
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