“Em pânico”: Claudia Raia relembra assédio que sofreu com 13 anos de idade

Claudia Raia relembra trauma aos 13 anos e revela como reagiu ao assédio nos EUA
Claudia Raia
Foto de Claudia Raia (Foto: instagram @claudiaraia)

Recentemente, a atriz Claudia Raia abriu o coração ao participar do programa Dona da Casa, da rádio portuguesa Antena 3, e trouxe à tona uma lembrança que marcou sua adolescência de forma profunda. Hoje reconhecida como um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, a artista voltou no tempo para falar sobre um episódio de assédio que viveu aos 13 anos, quando estava nos Estados Unidos para estudar dança.

Na época, ainda muito jovem e dedicada ao balé, Claudia estava hospedada na casa de um coreógrafo que era considerado uma pessoa de confiança pela família. A experiência, que deveria representar crescimento artístico e amadurecimento profissional, acabou se transformando em um momento de medo e ruptura.

Segundo o relato da atriz, tudo começou de maneira aparentemente comum. Em um domingo, enquanto a esposa do coreógrafo havia saído com o bebê do casal, ele se aproximou para conversar sobre as aulas e a rotina da semana. No universo da dança, explicou Claudia, o contato físico é frequente e muitas vezes naturalizado. “Nós bailarinos temos uma coisa muito física, é comum tocar na perna, ajustar postura, é algo livre”, contextualizou.

Foto de Claudia Raia (Foto: instagram @claudiaraia)

Foi justamente nessa naturalidade que o abuso começou a se disfarçar. O que parecia um gesto trivial rapidamente ultrapassou limites. A mão que repousava na perna começou a avançar lentamente, até que a adolescente percebeu que algo estava errado. O instinto de alerta falou mais alto.

Claudia contou que, desde pequena, carregava um conselho firme da mãe: se alguém tentasse tocá-la sem consentimento, deveria reagir imediatamente. Aquela orientação, que talvez parecesse apenas preventiva, tornou-se decisiva naquele instante. “Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa”, recordou.

Quando o homem avançou novamente, a jovem identificou ao seu lado uma coruja de cristal decorativa. Em frações de segundo, tomou uma decisão. Ela escolheu não se calar, não congelar, não aceitar. Escolheu se defender.

A reação foi imediata. Claudia arremessou o objeto contra a cabeça do coreógrafo. Ele caiu desacordado, sangrando. “Achei que tinha matado ele”, relembrou. O medo tomou conta. Não era apenas o susto da agressão, mas a dimensão do que havia acabado de acontecer.

Foto de Claudia Raia (Foto: instagram @claudiaraia)

Ainda em choque, ela pegou algumas roupas às pressas, vestiu um trench coat por cima da camisola e saiu da casa. Sozinha, em um bairro desconhecido de Nova York, sentiu o peso do pânico. Era uma adolescente em outro país, tentando entender como havia escapado de algo ainda mais grave.

O episódio marcou profundamente sua trajetória. Ao longo dos anos, Claudia construiu uma carreira sólida, consolidando-se como uma das artistas mais versáteis do Brasil. No entanto, a memória daquele dia nunca desapareceu completamente.

Décadas depois, uma situação inesperada fez tudo voltar à superfície. A atriz encontrou o filho do coreógrafo em um campeonato de sapateado no Brasil, do qual ambos eram padrinhos. O jovem, segundo ela, era fisicamente muito parecido com o pai. “Fiquei toda gelada quando o vi”, confessou. A semelhança foi suficiente para reabrir lembranças que estavam guardadas.

Claudia revelou ainda que o homem faleceu há cerca de dois anos. A notícia, porém, não apagou as marcas deixadas. O relato público não foi apenas uma lembrança dolorosa, mas também um gesto de conscientização.

Ao compartilhar sua história, a atriz reforça um ponto essencial: abusos muitas vezes acontecem em ambientes considerados seguros, praticados por pessoas vistas como confiáveis. O silêncio, nesses casos, costuma ser sustentado pelo medo, pela vergonha ou pela sensação de isolamento.

Foto de Claudia Raia (Foto: instagram @claudiaraia)

Hoje, ao revisitar essa experiência, Claudia Raia transforma dor em discurso. Sua fala não carrega apenas indignação, mas também força. É o testemunho de alguém que, ainda adolescente, encontrou coragem para reagir, e que agora, adulta, escolhe usar sua voz para ampliar o debate sobre consentimento, proteção e autonomia.

Mais do que um relato pessoal, trata-se de um lembrete poderoso: nenhuma forma de abuso deve ser naturalizada, relativizada ou silenciada.

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