Orelha e Daiane: Duas vidas indefesas silenciadas pela violência e crueldade

crueldade

Há algo que precisa ser dito com clareza, sem suavizar, sem maquiar, sem medo de parecer dura:
os mais frágeis continuam sendo os principais alvos da violência.

Mulheres seguem sendo assassinadas por homens cruéis.
Animais seguem sendo mortos por prazer, desprezo ou sensação de poder.
E, cada vez mais, essa crueldade começa cedo.

O cachorro Orelha, um animal dócil, conhecido por não oferecer risco algum, foi morto por adolescentes. Não por acidente. Não por medo. Mas por decisão.
Isso muda tudo.

Quando adolescentes são capazes de matar um animal indefeso, não estamos falando de brincadeira, impulso ou falta de orientação. Estamos falando de consciência de violência em formação.

E isso precisa ser encarado como é.

Violência não nasce adulta, ela é construída

Existe um erro perigoso em tratar atos brutais cometidos por adolescentes como se fossem menos graves apenas por causa da idade. A crueldade não surge do nada aos 30 ou 40 anos. Ela se constrói. Se alimenta. Se normaliza.

Quem mata um animal indefeso demonstra algo muito claro:
aprendeu que pode dominar, ferir e eliminar sem consequência imediata.

Imagem : Corretora Daiane ( Internet)

Orelha não morreu apenas como um cachorro.
Ele morreu como símbolo de até onde a empatia pode desaparecer quando ninguém ensina limite, responsabilidade e humanidade.

E não, isso não é exagero. Estudos, relatos e estatísticas mostram que a violência contra animais é um dos primeiros sinais de comportamentos violentos mais graves no futuro.

Mulheres e animais sofrem pela mesma lógica

Quando uma mulher é assassinada por um homem, quase sempre existe um “motivo torpe”: ciúmes, rejeição, controle, ego ferido.
Foi exatamente isso que aconteceu com Daiane Alves de Souza, de 43 anos, morta porque alguém decidiu que tinha o direito de tirá-la da própria história.

Orelha também morreu por um motivo torpe.
Não havia ameaça.
Não havia perigo.
Havia apenas poder sendo exercido sobre quem não podia reagir.

Mulheres e animais continuam sendo mortos pela mesma razão:
porque representam vulnerabilidade em uma sociedade que ainda tolera a violência como expressão de força.

Imagem: Cãozinho Orelha ( Internet)

Quando se sabe matar, entende-se o que está fazendo

Existe uma frase repetida à exaustão sempre que o agressor é jovem:
“Não tinha noção.”

Mas quem consegue matar sabe exatamente o que é dor.
Sabe o que é medo.
Sabe o que é fim.

A idade não apaga a consciência do ato.
Ela apenas revela em que ponto essa consciência foi perdida.

Quando adolescentes matam um animal, a pergunta não deve ser apenas “o que eles fizeram”, mas quem falhou antes. Família. Sociedade. Escola. Silêncio coletivo.

A justiça dos homens é limitada. A espiritual não negocia

Imagem: Cãozinho Orelha ( Internet)

A justiça dos homens muitas vezes relativiza.
Classifica.
Reduz.
Arquiva.

Quantas mulheres e crianças tiveram seus casos esquecidos?
Quantos animais morreram sem consequência real para quem matou?

Mas existe uma justiça que não depende de lei escrita.
A justiça espiritual não negocia idade, desculpa ou contexto.

Toda crueldade gera retorno.
Toda violência cria desequilíbrio.
Toda vida tirada cobra reparação cedo ou tarde.

Não como vingança.
Como lei natural.

Esta coluna não é conforto. É alerta

Este texto não foi escrito para acalmar.
Foi escrito para despertar.

Porque quando a violência começa cedo e não é tratada com seriedade, ela cresce.
Quando a sociedade minimiza, ela autoriza.
Quando o silêncio se instala, a crueldade se fortalece.

Mulheres e animais não podem continuar sendo estatística.
Nem Orelha pode ser só “mais um caso”.
Nem Daiane pode ser só mais um nome.

Enquanto houver quem mate o indefeso, haverá a necessidade de quem fale por ele.

Se você presenciar alguém maltratando um animal, não se cale.
O silêncio também machuca.
Fale por quem não pode se defender. Denuncie imediatamente.

Ligue 190 – Polícia Militar

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher

Ligue 181 – Disque Denúncia (anônimo)

IBAMA: 0800 618 080 – crimes ambientais e maus-tratos

Animais e mulheres precisam de voz.
E quando alguém escolhe agir, vidas são preservadas.

Não espere virar tragédia para se posicionar.
A denúncia é um ato de coragem.
A omissão, não.

Com carinho e revoltada,
Carol Lavrin

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