Virginia Fonseca viveu uma noite decisiva no ensaio técnico da Grande Rio, realizado no domingo, 1º de fevereiro, na Marquês de Sapucaí. Pela primeira vez na Avenida em um evento aberto ao público, com arquibancadas cheias e transmissão ao vivo, a influenciadora enfrentou um verdadeiro teste de resistência, carisma e preparo. A expectativa era alta, a cobrança também, e cada passo foi acompanhado de perto por quem estava presente e por quem assistia de casa.
A chegada à Sapucaí já indicava que não seria uma noite simples. No percurso entre o camarote Arpoador, no setor 5, até a área de concentração, Virginia precisou atravessar um corredor tomado por fãs, curiosos e celulares erguidos. Cercada por seguranças, avançava com dificuldade em meio ao empurra-empurra. A chuva, que havia castigado o Rio ao longo do dia, transformou o chão em um cenário de poças e lama, exigindo ainda mais cuidado. Ainda assim, a tricolor manteve o sorriso e seguiu firme.


Os gritos ecoavam pelo caminho. Muitos chamavam seu nome, enquanto outros citavam Paolla Oliveira, ex-rainha de bateria da escola, lembrando o peso simbólico da posição que Virginia agora ocupa. Substituir um nome consolidado nunca é tarefa simples, e a comparação inevitavelmente pairava no ar.
Já na concentração, vieram as primeiras cobranças diretas das arquibancadas. Houve quem gritasse pedindo que ela sambasse ali mesmo, antes de entrar oficialmente na pista. Com jogo de cintura, Virginia respondeu que iria sambar, prometendo entrega total quando chegasse sua hora. E cumpriu. Ao pisar na Avenida, buscou conexão com a bateria, distribuiu abraços aos componentes da escola e acenou para o público, formando corações com as mãos e demonstrando disposição.
A chuva continuava fina, mas constante. Nem isso diminuiu a atenção voltada à nova rainha de bateria. O ensaio técnico é justamente o momento de ajustes, marcação, posicionamento, tempo de pista, e a pressão faz parte do processo. A Sapucaí não perdoa distrações, mas também ensina em tempo real.


O episódio mais comentado da noite aconteceu no primeiro recuo da bateria. Enquanto os ritmistas ainda organizavam a saída, Virginia avançou alguns metros pela Avenida, deixando o mestre Fafá e parte da bateria momentaneamente para trás. O movimento fugiu do protocolo tradicional do cargo, que exige que a rainha permaneça à frente dos músicos, conduzindo e representando o coração rítmico da escola.
A correção veio imediatamente. Jayder Soares, presidente de honra da Grande Rio, entrou na pista e a reposicionou à frente da bateria. Após o ajuste, Virginia aguardou a saída completa do recuo antes de seguir. A cena foi captada pela transmissão oficial e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Em poucos minutos, o vídeo já circulava amplamente. As opiniões se dividiram. Parte do público apontou falta de experiência; outros lembraram que o ensaio técnico serve justamente para corrigir falhas antes do desfile oficial. Entre críticas e mensagens de apoio, o consenso era um só: a estreia não passou despercebida.
Apesar do deslize, a noite também foi marcada por esforço visível. Virginia manteve postura confiante, buscou interação com a comunidade e demonstrou disposição para aprender. O Carnaval da Sapucaí exige muito mais do que brilho e figurino, exige entendimento de ritmo, hierarquia e tradição.

Ao deixar a Avenida, ficou a sensação de que a primeira prova de fogo foi intensa, mas necessária. Entre chuva, pressão e holofotes, Virginia saiu com experiência acumulada e lições claras. No Carnaval, cada ensaio é uma construção, e a verdadeira resposta virá no desfile oficial, quando a bateria cruzar a Sapucaí sob o olhar definitivo do público.
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