Copa do mundo de 2026 sofre corte bilionário e organização é revisada

Fifa revisa orçamento da Copa de 2026 e aplica corte milionário na organização
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Copa do mundo de 2026 sofre corte bilionário (Foto: instagram @fifa)

A preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026 passou por uma importante revisão financeira nos bastidores da FIFA. A entidade responsável pelo futebol mundial decidiu reduzir em mais de US$ 100 milhões, cerca de R$ 523 milhões, do orçamento operacional destinado à organização do torneio. A competição será realizada entre junho e julho de 2026 e terá sedes compartilhadas entre Estados Unidos, Canadá e México.

A revisão faz parte de um processo interno de reorganização financeira e busca por maior eficiência administrativa durante a preparação do Mundial. Segundo relatos de bastidores da própria estrutura da entidade, equipes que trabalham diretamente na operação do evento receberam orientações para reduzir gastos e otimizar recursos em diferentes áreas logísticas.

Entre os setores afetados por essa reavaliação estão segurança, transporte, acessibilidade, logística de eventos e proteção das partidas. Muitos dos profissionais envolvidos atuam na base operacional da entidade em Miami, que funciona como um dos centros estratégicos de organização para o torneio.

Apesar da redução no orçamento operacional, a expectativa financeira para o Mundial continua extremamente elevada. A própria FIFA projeta que a Copa de 2026 pode se tornar a edição mais lucrativa da história da competição.

Segundo estimativas divulgadas pela entidade, o torneio pode gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas globais, considerando direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento comercial, venda de ingressos e diversas atividades relacionadas ao evento.

Grande parte desse crescimento financeiro está ligada ao novo formato do torneio. Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo contará com 48 seleções participantes, aumentando significativamente o número de partidas e ampliando o alcance comercial do campeonato.

Essa expansão também traz novos desafios logísticos. Com três países-sede e um calendário mais extenso, a operação do torneio exige um planejamento ainda mais complexo, envolvendo deslocamentos internacionais, infraestrutura ampliada e coordenação entre diferentes governos e cidades anfitriãs.

Nos relatórios financeiros anteriores divulgados pela FIFA, a previsão inicial indicava cerca de US$ 1,12 bilhão em despesas operacionais apenas para a estrutura organizacional do evento. Quando somadas outras áreas do torneio, como premiações às seleções, custos de transmissão e produção televisiva, o orçamento total estimado para a competição poderia alcançar aproximadamente US$ 3,75 bilhões.

Entre os gastos mais relevantes estavam previstos US$ 280 milhões destinados a serviços técnicos, que incluem tecnologia, infraestrutura de transmissão e suporte operacional. Outro valor significativo envolvia cerca de US$ 159 milhões voltados ao transporte e logística de eventos, fundamentais para a mobilidade de equipes, autoridades e organização.

A área de segurança também aparece entre as prioridades, com projeções de aproximadamente US$ 145 milhões para garantir a proteção de jogadores, torcedores e das próprias instalações esportivas. Já a gestão de convidados e hospitalidade corporativa estava estimada em cerca de US$ 79 milhões.

Com a revisão orçamentária recente, parte desses valores está sendo analisada novamente para identificar possíveis reduções ou redistribuições de recursos, sempre dentro da estratégia de manter o evento financeiramente eficiente.

Outro ponto importante do planejamento financeiro envolve o ciclo econômico da FIFA entre 2023 e 2026. Nesse período, a entidade projeta arrecadar aproximadamente US$ 12,9 bilhões em receitas totais.

Segundo o próprio plano estratégico da organização, mais de 90% desse valor deverá ser reinvestido no desenvolvimento do futebol ao redor do mundo, financiando programas esportivos, infraestrutura, projetos de base e iniciativas de crescimento da modalidade.

A estimativa aponta que cerca de US$ 11,67 bilhões poderão ser destinados diretamente a projetos relacionados ao futebol global, reforçando o discurso da entidade de que os lucros obtidos com grandes competições retornam para o esporte.

Copa do mundo de 2026 sofre corte bilionário (Foto: instagram @fifa)

Mesmo assim, o modelo financeiro da Copa do Mundo frequentemente gera debates, principalmente em relação à divisão de responsabilidades entre a entidade organizadora e as cidades que recebem os jogos.

Em muitos casos, as administrações locais ficam responsáveis por custos operacionais importantes, especialmente nas áreas de segurança pública, transporte urbano e preparação da infraestrutura ao redor dos estádios.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Congresso chegou a aprovar um pacote de aproximadamente US$ 625 milhões em recursos federais destinados ao reforço da segurança durante o evento. O valor seria utilizado para apoiar as cidades-sede e garantir operações de proteção em grande escala.

No entanto, a liberação desses recursos depende de trâmites administrativos e da estabilidade do funcionamento de órgãos federais responsáveis pela segurança nacional.

Mesmo diante dessas discussões financeiras, a FIFA afirma que as revisões no orçamento fazem parte de um processo normal de planejamento de eventos esportivos de grande escala.

A entidade também reforça que os ajustes não devem afetar a qualidade da organização nem aspectos considerados essenciais, como segurança, experiência dos torcedores e estrutura das partidas.

Com a Copa de 2026 se aproximando, a expectativa global segue alta. Além de marcar a primeira edição com três países anfitriões, o torneio promete um novo capítulo na história do futebol mundial, combinando expansão esportiva, inovação comercial e desafios logísticos inéditos.

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