Fábio Porchat ironiza projeto que quer declará-lo “persona non grata” no Rio

Em tom de deboche, humorista transforma polêmica política em motivo de orgulho e reage com sarcasmo à proposta aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Fábio Porchat voltou a movimentar as redes sociais nesta quinta-feira ao reagir, com muito humor e ironia, ao projeto de lei que pretende torná-lo oficialmente “persona non grata” no estado do Rio de Janeiro. A resposta do apresentador e comediante veio logo após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovar a proposta, que agora ainda precisa passar por votação em plenário para avançar.
Conhecido por transformar situações delicadas em material para comédia, Porchat não perdeu a oportunidade de usar o episódio como combustível para mais uma de suas sátiras. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o humorista aparece fingindo estar emocionado e até chorando, mas rapidamente deixa claro que tudo não passa de mais uma ironia cuidadosamente construída.
“Eu tenho mais de 20 anos de carreira e nunca imaginei alcançar algo tão importante: deixar deputado irritado comigo”, brincou ele, arrancando risadas de seus seguidores e reacendendo debates sobre liberdade artística e os limites entre humor e política.
Ao longo do vídeo, Porchat transforma a situação em uma espécie de “premiação” inesperada em sua trajetória. Segundo ele, ser alvo de um projeto desse tipo é quase uma medalha simbólica para alguém que sempre usou a comédia para provocar reflexões, questionar estruturas e desafiar figuras públicas.
Com seu estilo ácido, ele afirmou sentir até um certo orgulho pelo incômodo que aparentemente causou entre alguns parlamentares. “É um negócio que enche meu peito de orgulho”, disse, reforçando o tom sarcástico que marcou toda a gravação.
Humorista também ironiza parlamentares envolvidos na votação
Além de comentar a proposta em si, Porchat também fez questão de citar alguns dos deputados que votaram favoravelmente ao projeto. Entre eles, mencionou Sarah Poncio, do Solidariedade, usando novamente o humor para provocar.
Ao citar a família da parlamentar, o comediante lançou mais uma de suas falas carregadas de ironia. “Eu recebi voto de gente da família Poncio. Uma família com uma trajetória linda no Rio de Janeiro”, comentou, em uma clara tentativa de ampliar ainda mais o tom satírico do vídeo.
A reação rapidamente repercutiu entre fãs, colegas do meio artístico e internautas, muitos dos quais interpretaram a resposta como mais uma demonstração da habilidade de Porchat em transformar críticas e ataques em conteúdo humorístico.
Nas redes, diversos seguidores elogiaram a forma como ele lidou com a situação, destacando sua capacidade de responder com inteligência e sem perder a leveza.
Crítica indireta às prioridades da política no Rio
Outro momento que chamou atenção foi quando o humorista questionou, ainda que de forma cômica, as prioridades dos parlamentares envolvidos na proposta.
Segundo ele, há temas muito mais urgentes que poderiam estar sendo debatidos pelos deputados estaduais. Segurança pública, saneamento básico, combate à milícia e os rumos políticos do estado foram alguns dos assuntos citados por Porchat ao sugerir que esses deveriam ser os verdadeiros focos da Assembleia.
“Eles poderiam estar discutindo tanta coisa importante… mas escolheram pensar em mim”, afirmou, deixando evidente a crítica à iniciativa.
A fala foi interpretada por muitos como uma alfinetada direta à classe política, especialmente em um momento em que o Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos em diversas áreas.
Projeto ainda depende de votação em plenário
Apesar da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, o projeto ainda está longe de se tornar oficial. Para avançar, será necessário passar pelo plenário da Assembleia Legislativa, onde precisará reunir apoio suficiente entre os deputados presentes.
De forma bem-humorada, Porchat aproveitou para transformar esse detalhe em mais uma piada. Em tom de campanha, ele chegou a fazer um “pedido de votos” aos parlamentares.
“Eu preciso de 41 votos. Me deem essa chance. Prometo continuar fazendo vídeos de comédia”, declarou, arrancando ainda mais comentários nas redes.

A proposta foi apresentada pelo deputado Rodrigo Amorim e ganhou apoio da maioria dos integrantes da comissão. Ainda assim, o título de “persona non grata” possui apenas valor simbólico, sem qualquer efeito legal concreto.
Isso significa que, caso aprovado, Porchat não enfrentará multas, restrições ou qualquer impedimento formal para circular pelo estado. O impacto seria apenas político e simbólico.
A origem da polêmica e o debate sobre liberdade artística
Segundo a justificativa do projeto, a medida estaria relacionada a conteúdos produzidos pelo humorista envolvendo temas religiosos e também a um vídeo satírico em que ele simula uma ligação para integrantes da equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizando críticas e xingamentos em tom humorístico.
A situação reacendeu debates importantes sobre liberdade de expressão, limites do humor e o papel da sátira política dentro de uma democracia.
Ao longo da carreira, Fábio Porchat sempre esteve ligado a produções provocativas e a esquetes que frequentemente geram discussões intensas. Ainda assim, muitos enxergam esse tipo de reação política como uma tentativa de censura simbólica a manifestações artísticas.
Enquanto o projeto segue seu caminho legislativo, Porchat parece confortável em ocupar esse novo papel de alvo político. Se depender da maneira como respondeu até agora, a polêmica ainda deve render muitos outros capítulos, e provavelmente muitas piadas também.
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